Cidade de Vidro- Os instrumentos Mortais 3

Se eu fosse fazer uma lista dos meus livros favoritos separados por gênero literário, a série Os Instrumentos Mortais sem duvida ficaria em primeiro lugar na categoria Young Adult. O primeiro livro Cidade dos Ossos me conquistou completamente, Cassandra Clare criou uma história cativante, com personagens ótimos, muita ação, romance, e humor. Praticamente devorei as mais de 400 paginas do livro, e quando acabou eu tinha que ler logo o segundo livro Cidade das Cinzas, nem esperei lançar aqui no Brasil, li a tradução que se encontra na internet. Normalmente segundos livros de séries tem a tendencia a me decepcionar, mas, com Cidade das Cinzas foi o oposto, ele superou as minhas expectativas continuando a história do primeiro de maneira perfeita. O que me levou a ler o terceiro e ultimo livro, Cidade de Vidro, em seguida. E posso dizer que Cidade de Vidro é o melhor de todos.     

Sinopse:
Para salvar a vida de sua mãe, Clary precisa viajar à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Shadowhunters (Caçadores de Sombras) - não importa que entrar a cidade sem permissão seja contra a lei e que desobedecer às leis possa significar a morte. Para piorar as coisas, ela descobre que Jace não a quer lá, e que Simon foi jogado na prisão pelos Shadowhunters, os quais estão profundamente desconfiados de um vampiro que suporta a luz do dia. Enquanto descobre mais coisas a respeito do passado de sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Shadowhunter Sebastian. Com Valentine juntando a força total de seu poder para destruir todos os Shadowhunters, a única chance destes sobreviverem é lutando ao lado de seus inimigos eternos. Mas conseguirão os Downworlders (Moradores do Submundo) e os Shadowhunters colocar seu ódio de lado a fim de trabalharem juntos? Enquanto Jace percebe exatamente quanto está disposto a arriscar por Clary, conseguirá ela dominar seus recém-descobertos poderes para ajudar a salvar a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e Clary e Jace descobrem que os segredos do passados podem ser fatais ao enfrentarem Valentine no último volume da trilogia The Mortal Instruments (Os Instrumentos Mortais), integrante da lista de mais vendidos do New York Times. 
Sinopse Retirada do Skoob

É muito difícil fazer uma resenha sobre o terceiro livro de Os Instrumentos Mortais sem soltar nenhum spoiler, principalmente dos  dois livros anteriores. Mas, vou fazer o possível, afinal a minha intenção é fazer que mais pessoas se interessem por essa que é umas das minhas série favoritas e não o contrario. É claro que dessa forma não vou expressar nem metade do que gostaria, o que de certa forma é bom porque se não essa resenha se tornaria terrivelmente longa.

Cidade de Vidro mantem o mesmo ritmo intenso, cheio de ação, e reviravoltas que é característico dessa série. Os personagens que nós aprendemos a amar ou odiar continuam mantendo bem suas personalidades apesar das diversas situação conflitantes que se metem. E, também temos novos personagens, um em especial que tem muita importância para o desenrolar da trama. Para quem leu os outros livros (espero realmente que vocês tenham lido) sabe como as coisas estavam complicadas para os mocinhos da trama Jace e Clary, parece que cada vez eles estão mais longe de ter paz, é um problema pior que outro. E  que Valentine, que como todo bom vilão  é persistente e sem escrúpulos para alcançar seu objetivo . Esse sendo o ultimo livro é claro que tudo se resolve, mas o caminho para que isso aconteça é longo e complicado, na verdade demora 476 páginas que eu levei dois dias para ler.

Esse livro foi bem mais carregado emocionalmente e com menos espaço para o humor.  os diálogos como sempre são ótimos, principalmente mais para o final. Cassandra Clare se superou criando momentos tristes  e emocionantes que envolvem o leitor nos fazendo sofrer junto com os personagens., incluindo uma perda trágica, e traições. Não houve grandes surpresas, alguns dos mistérios eu já tinha desvendado no segundo livro, coisa de leitora compulsiva que mesmo depois que o livro acaba fica horas relembrando a história juntando as peças do quebra cabeça e ponderando sobre as possibilidades. Outras coisas eram meio obvias, se você pensar que é  um YA e não uma tragédia shakespeariana. E, mesmo já sabendo o que esperar fiquei ansiosa em cada pagina, e suspirei com o final que  foi perfeito.

A escritora Cassandra Clare que é muito espertinha percebendo o sucesso de Instrumentos Mortais está escrevendo uma outra trilogia  dando continuidade a história dos personagens que nós já conhecemos, com destaque para o Simon. Ainda não li esse novo livro, mas, na minha opinião, por mais que eu goste da serie, o final está perfeito com Cidade de Vidro, e prolongar a história pode perder o encanto. Portanto até que eu leia City Fallen Angels vou continuar considerando  Cidade de Vidro como o fim.

Cidade de Vidro é um livro digno para fechar essa serie que eu adoro tanto. Queria poder contar cada detalhe que mais gostei, os melhores momentos mais emocionantes e os melhores dialogos  só para vocês poderem sentir como gostei desse livro. Mas, isso incluiriam os temíveis spoilers e como já disse não quero acabar com a diversão de ninguém. Então fica a minha recomendação, podem ler Cidade de Vidro  sem medo porque é muito bom, e se você ainda não leu nenhum livro da série Os Instrumentos Mortais está perdendo tempo.

Outros Livros da Série:
Cidade dos Ossos
Cidade das Cinzas


As injustiças da vida e... a XV Bienal do Livro 2011



Eu nunca comentei com vocês sobre isso, mas, eu moro em Vilhena, pra quem não conhece (tipo a maioria das pessoas) é conhecida como Portal da Amazônia  por se a primeira cidade do estado de Rondônia. É uma cidade realmente tranquila com apenas 80 mil habitantes, com um  clima muito agradável. Porem, como toda cidade pequena é pouco variada e carece muito nos quesitos cultura e entretenimento, e é longe de tudo mais. É triste dizer que aqui na minha cidade não existem esses eventos literários que costumamos ver nas cidades maiores, para vocês terem uma idéia só existe uma livraria. E quando o assunto é música a situação é ainda pior, é claro que tem muita musica por aqui em todos os lugares, o problema é que as musicas ouvidas aqui são 99% sertanejo e forro, dois estilos que não gosto. Grande  exposições agropecuárias em Vilhena? claro que tem. Shows de rock em Vilhena? uma a vez a cada dez anos, se tiver sorte. Agora vocês devem estar se perguntando o que esse monte de lamentações tem haver com a Bienal? Bem, já te digo.

Podem imaginar como eu adoraria ir para uma grande cidade cada vez que leio nos blogs por aí sobre essas feiras e eventos literários. Nesses momentos para não ficar triste me obrigo a lembrar as vantagens de morar em cidade pequena, ar puro, índice de violência baixissimo, sem engarrafamento. Mas, nem todas as vantagens do mundo podem melhorar meu animo quando penso na Bienal do Livro e que não poderei estar lá. É sério só de pensar nisso já vejo nuvens cinzas pairando pelo céu. E, nem posso pensar no Rock in Rio em outubro (que por acaso não vou), que daí entro em panico, depressão e tudo mais que se pode imaginar. Agora chega de falar das injustiças. 

Em setembro do dia 1 ao dia 11  vai acontecer na cidade do Rio de Janeiro  a XV Bienal do Livro. não é novidade para ninguém que a Bienal é um dos maiores eventos literários do pais, e muito tem sido comentado e falado sobre esse evento. São dez dias dedicados apenas aos livros, com uma programação cultural com encontros e debates, todas as editoras vão estar por lá com stands cheios de livros, incluindo muitos lançamentos. A Bienal conta também com a presença de diversos autores nacionais e internacionais, que vão participar de debates e claro autografar livros. Entres os autores estão, Anne Rice (Entrevista com o Vampiro,  A hora das Bruxas...), Marc Levy (E Se fosse Verdade, Sete Dias a para Eternidade), Lauren Kate  (Série Fallen), Audrey Niffenegger (A Mulher do Viajante do Tempo), Déborah Harkness (A Descoberta das Bruxas).  Bem esse são só alguns exemplos, e não podemos esquecer dos novos autores nacionais que vão estar lançando seus livros.

A Bienal é um evento incrível, gostaria tanto de poder ir, conhecer todos os autores, comprar muitos livros, ganhar autógrafos e tirar fotos. O problema é, como já expliquei, moro longe, são miliares de quilômetros que me separam da Bienal, e um tanto de responsabilidades que eu tenho por aqui.  As vezes gostaria de ser irresponsável   sabe, viajar e realizar minha vontade, sem me preocupar com o deixo para traz. Mas, simplesmente não consigo. O que me resta e sonhar com o dia em que poderei ir, e ficar acompanhando as noticias e informações através dos relatos da blogueiras sortudas que estarão na bienal.  

Sobre tudo e quase nada

Olá pessoal! Estou a dias sem escrever nada aqui no blog, e nem tenho desculpa de falta de tempo, porque ultimamente tempo eu tenho de sobra, a verdade é que estava sem inspiração mesmo. Nesses dias de ausência no blog li vários livros, assisti filmes e series, e claro ouvi muito rock, ou seja tenho material suficiente para muitas resenhas só não tinha vontade de escreve-las naquele momento. Pois bem, o momento "Não estou afim de escrever, e dái?!"  felizmente já passou. Agora voltando a normalidade (ou aquilo que suponho que seja normal para mim) vou fazer uma rápida atualização dos últimos acontecimentos, não se preocupem, não vou contar o que comi no almoço ou para onde fui no domingo, os acontecimentos que me refiro são de total relevância ao Meu mundo é assim... ( Leia-se, livros que li, filmes e seriados que assisti, e coisas legais que vi na blogosfera, e coisa e tal).

Já faziam meses que estava afim de ler a série O Guia do Mochileiro Das Galaxias (Sim, depois de acompanhar quatro temporadas de The Big Bang Theory me sinto um pouco nerd). Para felicidade o submarino fez uma ótima promoção, imagina os cinco livros por R$ 19,90, claro que eu comprei, né. Os livros chegaram segunda, juntamente com alguns livros infantis que comprei para minha irmãzinha de dez anos (incentivar os irmãos a ler deveria constar no manual de boas ações da irmã mais velha). Estou lendo alguns livros faz tempo e com o objetivo de terminar essas leituras decidi não começar a ler nenhum novo livro e escondi de mim mesma o recém chegado O Guia do Mochileiro das Galaxias. Quanto tempo durou a minha resolução? Um dia. O que posso dizer, não sou a pessoa mais disciplinada do mundo. Ontem comecei a ler o volume um da trilogia de cinco livros ( é o que está escrito na capa do livro rs rs rs), já estou na página 81 e posso me adiantar dizendo que a história é super viajada e confusa, temperada com sarcasmo em dose extra,  só por isso vocês podem saber que estou adorando.  

Esse mês coloquei os livros YA de lado, li alguns romances históricos que é um genero literário que adoro e não lia nada há algum tempo. E, também voltei a ler uma série literária que me cativou, Dark Hunter da escritora Sherrilyn Kenyon, são mais de 20 livros (desculpa, mas são tantos que não sei o numero exato só sei que está na casa dos 20), com ação, romance, personagens incríveis e muita mitologia. Só dessa série já li sete livros, cinco só esse mês. A escritora está de parabéns pelo trabalho de pesquisa mitológica, que em sua maior parte é grega, mas, outras civilizações foram lembradas, e também pela criatividade e capacidade de misturar tantos elementos diferentes  sem que e história perdesse o sentido. Bem esses foram os livros que devorei, porem tem outros que realmente estão enrolados. Não gosto de abandonar um livro por isso insisto até o fim mesmo não gostando do que estou lendo, dou um tempo para esses livros enrolados e leio outros (não que eu conseguisse não começar um novo livro), depois volto para terminar a leitura. Esses livros que estão difíceis de terminar a leitura são Dezesseis Luas (capa bonita, história chaaata), Crescendo (eu gostei do primeiro livro Sussurro, mas, esse segundo não me empolgou), Jane Austen- A Vampira (esse foi um experimento  precisava ter uma opinião sobre esse monte de livros de vampiros, zumbis e afins que invadem os livros Clássicos).

Mudando de assunto, tem poucas coisas no mundo que odeio mais do que uma série que estou acompanhando entrar em hiatos. Sério, porque inventaram essa coisa dar um tempo na serie bem no meio da temporada, já não basta ter que esperar meses por uma nova temporada. As séries em questão são Switched at birth, e The Nine Live Of Cloe King, as duas da ABC Family, alias dá próxima vez vou pensar muito antes de começar assistir alguma coisa desse canal de novo eles só me decepcionam ( lembrando da serie fofa 10 Coisas que Odeio em Você, que teve só uma temporada e acabou sem terminar, se é que vocês me entendem). Agora, de todas as serie que assisto, a  unica  que restou foi True Blood, pelo menos até outubro quando iniciam a maior parte das novas temporadas. E, considerando que só faltam três epsódios para acabar a quarta temporada de True Blood, logo vou ficar órfã de seriados, alguém tem algum  para indicar?

Bem, vou parar por aqui. Tenho mais para contar, afinal foram quase um mês de ausência, mas, vai ter que ficar para um outro post, esse já se prolongou de mais e não quero cansar os leitores com minhas tagarelices escritas.



Música da Semana

Dois filmes nacionais que tenho muito interesse estão em produção. Um sobre a vida do poeta da juventude inconformada, Renato Russo. E outro inspirado naquela que talvez seja a música mais conhecida deles, Faroeste Caboclo.  Sempre que eu lembro da minha adolescência  as músicas do Legião Urbana são a trilha sonora. Quem nunca cantou, ou pelo menos tentou cantar, Pais e filhos, Eduardo e Monica, Será, Faroeste Caboclo e tantos outros sucessos. Estou tentando ser otimista em relação a esses filmes, mas, mesmo se tudo der errado ainda sobra a trilha sonara, afinal só podem ser músicas do Legião e isso por si só tem potencial para salvar o mundo ( isso foi hipérbole total).

Já que o assunto é Legião Urbana vou colocar uma musica deles essa semana. Escolher uma só musica foi quase uma tortura, como gosto do clip de Perfeição vai essa mesmo.


Perfeição


Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...


Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...


Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..



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